segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

"Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados... muita gente iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia.

Por muito pouco a madame que parece uma "lady", solta palavrões e berros que lembram as antigas "trabalhadoras do cais", e o bem comportado executivo,"o cavalheiro", se transforma numa "besta selvagem" no trânsito que ele mesmo ajuda tumultuar.


Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento, o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou chata, o marido uma "mala sem alça", aquela velha amoga uma "alça sem mala". o emprego uma tortura, a escola uma chatice.


O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, até os passeios viraram novela.


Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela internet estava demorando a dar saldo,eu me lembreo da fila dos bancos. Pobre de nós, meninos e meninas sem paciênciia, sem tempo para a vida, sem tempo para a espiritualidade, a paciência está em falta no mercado, e pelo jeito, a paciência seintética dos calmantes está cada vez mais em alta.


Pergunte para alguém que você saiba que é "ancioso de mais", onde ele quer chegar? qual é a finalidade de sua vida?


Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta.


E você? onde quer chegar? está correndo tanto para que?por quem? seu coração vai aguentar?


Se você morrer hoje de infarto o mundo vai parar? a empreza que você trabalha vai acabar?as pessoas que você ama vão parar? será que você conseguiu ler até aqui?


Respire...acalme-se...


O mundo está apenas na sua primenira volta e com certeza, no final do dia vai completar o seu giro ao redor do sol. com ou sem a sua paciência"

Teilhard de Chardin

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