sábado, 5 de maio de 2012

 O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada...
Caminhando e semeando, no fim terás o que colher.

 

 O tempo

 

Certa vez um pai perguntou ao diretor de uma universidade se o currículo escolar não poderia ser simplificado para que seu filho pudesse "ir por um caminho mais curto".

O Educador então lhe respondeu:
- Sem dúvida, tudo depende, porém, do que o senhor queira fazer do seu filho. Quando Deus quer fazer um carvalho, por exemplo, leva cem anos. Quando quer fazer uma abóbora, precisa apenas de três meses. É comum nos esquecermos de que as engrenagens das nossas vidas estão interligadas com as do Criador.

Fez uma pequena pausa e continuou:
- Assim sendo, como os dentes das engrenagens dos planos de Deus são mais fortes do que os das nossas, quando aceleramos mais que Deus, as nossas se quebram. E por essa razão, cansamo-nos, despedaçamo-nos. A natureza nos oferece muitas indicações de que o nosso ritmo alucinado não é normal.

- Quando saímos dos lugares superlotados, fugimos dos horário e andamos por entre as árvores que crescem devagar e as montanhas silenciosas que parecem estar sempre tranqüilas, absorvemos um pouco da serenidade e da calma da natureza. No entanto, não devemos confundir paciência com passividade, inércia, e esperar que tudo seja feito por nós. Paciência é determinação de começar cedo a empregar o tempo para realizar coisas úteis.

Pensou um pouco e falou:
- Vou contar-lhe o caso da menina que disse à mãe logo depois que uma senhora de cabelos brancos saiu de sua casa: Mãe se eu pudesse ser uma velha assim, tão simpática e tão boazinha, não me importaria de envelhecer.

- Está muito bem, respondeu a mãe. Se você quer ser uma velha assim, convém começar desde já, pois ela não ficou assim às pressas.

- O Sol leva todo o tempo que lhe é necessário para nascer e se pôr.
Não é possível apressá-lo. O gelo no lago se derreterá quando a temperatura do ar for apropriada. As aves migratórias chegarão e partirão quando estiverem prontas para isso. Até as invenções, sobre as quais o homem aparentemente exerce absoluto controle, só chegam no tempo próprio, quando a oportunidade amadureceu e a cultura está pronta para recebê-las.

Uma vez mais o Mestre de Nazaré tinha razão ao dizer:
- Primeiro a erva, depois a espiga, e, por último, o grão cheio na espiga.
Quis com isso dizer que tudo vem a seu tempo, sem pressa nem desespero.

Autor:Desconhecido

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