quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Amados e amáveis (Redação do Momento Espírita)


        Todos desejamos ser amados. Mas será que já compreendemos a necessidade de sermos amáveis?
 
A História nos conta que todos os que foram hóspedes de Theodore Roosevelt, o Presidente americano, ficaram espantados com a extensão e a diversidade dos seus conhecimentos.

        Fosse um vaqueiro ou um domador de cavalos, um político ou diplomata, Roosevelt sabia o que lhe dizer.

        E como fazia isso? A resposta é simples:

        Todas as vezes que ele esperava um visitante, passava acordado até tarde, na véspera, lendo sobre o assunto que sabia interessar particularmente àquele hóspede.

        Porque Roosevelt sabia, como todos os grandes líderes, que a estrada real para o coração de um homem é lhe falar sobre as coisas que ele mais estima.

        O ensaísta e outrora professor de literatura em Yale, William Phelps, aprendeu cedo esta lição.

        Narra a seguinte experiência:

        Quando tinha oito anos de idade, estava passando um final de semana com minha tia.

        Certa noite chegou um homem de meia idade que, depois de uma polida troca de gentilezas, concentrou sua atenção em mim.

        Naquele tempo, andava eu muito entusiasmado com barcos, e o visitante discutiu o assunto, de tal modo, que me deu a impressão de estar particularmente interessado no mesmo.

        Depois que ele saiu, falei vibrante: Que homem!

        Minha tia me informou que ele era um advogado de Nova York, que não entendia coisa alguma sobre barcos, nem tinha o menor interesse no assunto.

        Mas, então, por que falou todo o tempo sobre barcos?

        Porque ele é um cavalheiro. Viu que você estava interessado em barcos, e falou sobre coisas que lhe interessavam e lhe causavam prazer.
 
Fez-se agradável!
 
Inspirados nessas duas ricas experiências, indagamos: será que nos esforçamos para nos tornarmos agradáveis aos outros?

        Será que encontramos neste mundo cavalheiros com tais características de altruísmo e polidez?

        São raros, infelizmente. Por isso, a lição nos mostra mais um caminho para a verdadeira caridade, ou mais uma sutil nuança desta virtude.

        Se desejamos ser amados, obviamente que precisamos nos esforçar para sermos amáveis!

        A amabilidade é esta qualidade ou característica de quem é amável, por definição.

        É ser polido, cortês, afável. É agir com complacência.


        Allan Kardec, ao estudar a afabilidade e a doçura, na obra O Evangelho segundo o Espiritismo, conclui:


        A benevolência para com os semelhantes, fruto do amor ao próximo, produz a afabilidade e a doçura, que são a sua manifestação.

                                                       
        Não será porque sorrias a todo instante que conseguirás o milagre da fraternidade. A incompreensão sorri no sarcasmo e a maldade sorri na vingança. 

        Não será porque espalhes teus ósculos com os outros que edificarás o teu santuário de carinho. Judas, enganado pelas próprias paixões, entregou o Mestre com um beijo.

        Por outro lado, não é porque apregoas a verdade, com rigor, que te farás abençoado na vida.

        Na alegria ou na dor, no verbo ou no silêncio, no estímulo ou no aviso, acende a luz do amor no coração e age com bondade.

        Cultiva a brandura sem afetação. E a sinceridade, sem espinhos.

Somente o amor sabe ser doce e afável (...).
 


        
Redação do Momento Espírita com base no cap. 6, pt. 2, do livro Como fazer amigos e influenciar pessoas, de Dalle Carnegie,  ed. Companhia Nacional; no item 6, do cap. IX do livro O evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, ed. Feb e no cap. Afabilidade e doçura, do livro Escrínio de luz, do Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. O clarim.

Em 25.06.2008.
 
 

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