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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Difícil ser transparente?

Às vezes, fico me perguntando porque é tão difícil

ser transparente?

Costumamos acreditar que ser transparente

é simplesmente ser sincero, não enganar os outros.

Mas ser transparente é muito mais do que isso.

É ter coragem de se expor, de ser frágil, de chorar,

de falar do que a gente sente...

Ser transparente é desnudar a alma,

é deixar cair as máscaras, baixar as armas,

destruir os imensos e grossos muros

que nos empenhamos tanto para levantar...

Ser transparente

é permitir que toda a nossa doçura aflore,

desabroche, transborde!

Mas infelizmente, quase sempre,

a maioria de nós decide não correr esse risco.

Preferimos a dureza da razão

à leveza que exporia toda a fragilidade humana.

Preferimos o nó na garganta

às lágrimas que brotam do mais profundo de nosso ser...

Preferimos nos perder numa busca insana

por respostas imediatas

à simplesmente nos entregar e admitir

que não sabemos, que temos medo!

Por mais doloroso que seja ter de construir

uma máscara que nos distancia cada vez mais

de quem realmente somos,

preferimos assim:

manter uma imagem que nos dê a sensação de proteção...

E assim, vamos nos afogando mais e mais

em falsas palavras, em falsas atitudes,

em falsos sentimentos.

Não porque sejamos pessoas mentirosas,

mas apenas porque nos perdemos de nós mesmos

e já não sabemos onde está nossa brandura,

nosso amor mais intenso e não-contaminado.

Com o passar dos anos,

um vazio frio e escuro nos faz perceber

que já não sabemos dar e nem pedir

o que de mais precioso temos a compartilhar,

doçura, compaixão...

a compreensão de que todos nós sofremos,

nos sentimos sós,

imensamente tristes e

choramos baixinho antes de dormir,

num silêncio que nos remete a uma saudade

desesperada de nós mesmos...

daquilo que pulsa e grita dentro de nós,

mas que não temos coragem de mostrar

à aqueles que mais amamos!

Porque, infelizmente, aprendemos

que é melhor revidar, descontar, agredir,

acusar, criticar e julgar

do que simplesmente dizer:

"você está me machucando... pode parar, por favor?"

Porque aprendemos que dizer isso é ser fraco,

é ser bobo, é ser menos do que o outro.

Quando, na verdade, se agíssemos com o coração,

poderíamos evitar tanta dor, tanta dor...

Sugiro que deixemos explodir toda a nossa doçura!

Que consigamos não prender o choro,

não conter a gargalhada,

não esconder tanto o nosso medo,

não desejar parecer tão invencível.

Que consigamos não tentar controlar tanto,

responder tanto, competir tanto,

que consigamos docemente viver, sentir, amar...

E que você seja não só razão, mas também coração,

não só um escudo, mas também sentimento.

Seja transparente,

apesar de todo o risco que isso possa significar. 


Autor Rosana Braga

Você "faz" o seu dia.

Levante-se com ânimo. Tenha boa disposição desde cedo.
O mau humor pode estragar o seu dia.

Logo ao sair da cama, mentalize:
"Este dia será muito bom para mim. Hoje só desejarei boas coisas aos outros. Cumprimentarei a cada um com um
sorriso alegre. Não enxergarei defeito em ninguém. Nem falarei mal de qualquer pessoa. Usarei de paciência.
Perdoarei espontaneamente. Verei um "filho de Deus" em cada rosto".

Experimente fazer isso.

Predispor-se para o otimismo é um esforço que rende bons frutos. 

sábado, 16 de outubro de 2010

Nos Detalhes

Eu me descubro nos detalhes,
na importância que dou, ou deixo de dar para fatos, pessoas,
para a própria vida que insiste em bater à minha porta.

Eu me revelo nos detalhes,
do que faço, ou deixo de fazer por mim e pelos outros.

Eu me escondo nos detalhes,
do que tenho medo, daquilo que eu fujo,
do que não encontro em mim.

Eu me excedo nos detalhes,
da perfeição que espero em mim e nos outros.

Eu me encontro nos detalhes,
e me perco em minúcias, em exageros bobos.

Eu choro nos detalhes,
das coisas bobas que eu esperava e não aconteceram.

Eu me revolto nos detalhes,
pela ansiedade de querer ser o que eu não sou,
ter o que ainda não tenho,
possuir o que nem sei se será possível.

Eu me perdôo nos detalhes,
para poder seguir em frente, recomeçar.

Eu sofro nos detalhes,
e pode não parecer,
mas são eles que realmente importam.

O detalhe da vida é a sua própria essência,
o detalhe é Deus que se revela em mim,
nos detalhes que habitam em meu ser,
na minha capacidade de amar, de querer ser feliz.

Isto é Deus em mim, e se sou assim,
deve ter um detalhe que me escapa,
um sentido em estar aqui...

Eu me vejo em detalhes,
quando me encontro com você,
ao ver nos teus olhos,
o meu reflexo, parte de mim que habita no próximo.

Somos tão diferentes e tão iguais,
detalhes tão pequenos de todos nós,
que se encontram e formam essa grande família.
Família Divina do eu, você, Ele, nós, tal e qual,
frutos maduros do grande amor do Pai,
amor universal, amor sem igual. 

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O Amor, a Gentileza e a Ternura


Quando se fala em relacionamento amoroso temos que pensar também na gentileza e na ternura. O comportamento sempre rude e grosseiro prejudica muito o relacionamento amoroso. Onde a erva daninha cresce em abundância não há espaço para as flores.
O comportamento rude pode tomar conta dos relacionamentos amorosos por falta de sabedoria. A pessoa não aprendeu a ser terna ou carinhosa. Seu lar só lhe mostrou um único modelo: o trato rude e indelicado. Maridos que gritam muito, companheiras estressadas e mal humoradas. A pressa, a falta de dinheiro e o cansaço são responsabilizados por esse ataque de nervos. Estar acostumado com o outro é também desculpa para a falta de respeito e de delicadeza. Como se a pessoa fosse obrigada a aguentar o destempero emocional do companheiro. Para muitos, ser gentil e carinhoso é ser bobo, demonstra vulnerabilidade nos sentimentos. Ninguém quer estar vulnerável. Aquele que mais se queixa e grita pode ser o mais frágil e o mais inseguro na relação.
Parece difícil falar em emoções mais tranquilas nesse mundo conturbado. A ansiedade irrita o sistema nervoso. O pedido da pessoa amada pode ser atendido apenas com um grito, palavrão ou ofensa. A conversa da esposa pode ser interpretada como enfadonha ou queixosa demais. E, desse modo, recebe o silêncio e o desprezo. Cuidamos do corpo, mas não estamos cuidando dos nossos relacionamentos e das nossas emoções mais refinadas. Temos que cuidar delas como flores delicadas que enfeitam o jardim do amor.
As falhas da pessoa amada podem ser perdoadas. A gentileza e a tolerância são lições apropriadas nesse momento difícil no trato com o outro. Mas aceitar um comportamento desumano e desrespeitoso o tempo todo é afrontar a si próprio.
Procure ficar atento ao seu comportamento em relação à pessoa amada. Eduque suas emoções renovando seus hábitos. Uma vida saudável pode afastar o mau humor crônico. A psicoterapia também pode lhe ajudar no auto aprimoramento. O sentimento de gratidão para com as pequenas alegrias da vida transforma as pessoas. A organização da sua rotina pessoal também pode melhorar seus relacionamentos. Estresse acentuado prejudica sua vida, sua saúde e até pode arruinar um relacionamento que tem tudo para dar certo. A falta de paciência com as falhas alheias ilustra algumas histórias de amor. Descontar na namorada ou na esposa sua insatisfação profissional não resolve sua vida. E, muito menos, descontar nos bichinhos de estimação o seu azedume. Ninguém gosta de ficar perto de pessoas sempre irritáveis, emburradas e fechadas. Gestos de carinho podem evitar uma discussão e até melhorar a vida íntima do casal.
A rotina do dia a dia não pode ser de todo responsabilizada pelo seu comportamento rude ou sem tato. Veja a pessoa amada como um grande presente que Deus lhe deu. Trate-o como você gostaria de ser tratado. É conversando que a gente se entende. E se acha que o que vem recebendo é muito menos do que merece parta para outra. Lembre-se sempre das palavrinhas mágicas que podem ajudar seu relacionamento amoroso: por favor, muito obrigado, desculpe. E preste sempre atenção no tom da sua voz e no ritmo das suas emoções. O sorriso pode lhe abrir as portas do amor, porque ele abre as janelas coloridas da alma. O sorriso desarma as pessoas tristes, mal humoradas e carrancudas.
Reflita sobre as palavras do espírito de André Luiz: "Se acordou de mau humor rogue a Deus o benefício de uma laringite". Silencie, mas escute suas emoções. Elas falam e expõem seu coração. A ternura e a gentileza moram dentro de um coração puro e cheio de amor. Pratique todos os dias e sua vida amorosa se transformará.
Texto de Sandra Cecília

Presentes:


Você já sentiu o cheiro da terra molhada depois do temporal?
Já deitou a tarde e adormeceu ao som da chuva batendo na janela?
Já se deixou aquecer pelo sol diante da brisa do mar?
Já caiu nas águas frescas de um rio em pleno verão?
Experimentou uma soneca embaixo de uma árvore frondosa?

Qual o sentido da vida para quem não tem tempo para esses prazeres?

Há quanto tempo você não caminha na chuva?
Não contempla uma rosa se abrindo?
Não se encanta diante de uma orquídea?
Não se delicia com um peixe saborosamente fresco?
Caminhou na areia fofa ou no gramado verde do parque?

A vida explode em mil presentes,
se abre em ofertas de aconchego e paz,
e os homens insistem na destruição,
na pressa, na guerra, no trânsito, nas doenças.

O homem fecha os olhos para procurar Deus,
enquanto Ele se mostra em toda a parte,
bastando ter olhos de ver, e ouvidos de ouvir.
A paz está dentro de cada um,
a prosperidade está no ar, no mar, na terra,
a vida é um presente sem igual,
para um ser especial: você. 

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

As rãs:

Um fazendeiro veio até a cidade e perguntou ao proprietário de um restaurante se ele queria ganhar um milhão de rãs.

O proprietário do restaurante ficou assustado e perguntou ao homem onde ele poderia conseguir tantas rãs!

O fazendeiro respondeu,
- Há uma lagoa perto de minha casa que está cheia de rãs - milhões delas. Todas coaxando por toda a noite e estão a ponto de me deixar louco!

Então o proprietário do restaurante e o fazendeiro fizeram um acordo: o fazendeiro entregaria as rãs no restaurante, quinhentas de cada vez pelas semanas seguintes.

Na primeira semana, o fazendeiro retornou ao restaurante parecendo particularmente encabulado, com duas pequenas e mirradas rãs. O proprietário do restaurante perguntou,
- Onde estão todas as rãs?

O fazendeiro respondeu,
- Eu me enganei. Haviam somente estas duas rãs na lagoa. Mas elas faziam muito barulho!!!

Da próxima vez que você ouvir alguém criticando ou gozando alguém, lembre-se que provavelmente é apenas um par de ruidosas rãs.

Lembre-se também que os problemas parecem sempre muito maiores no escuro.

Você tem se deitado à noite, preocupado com coisas que parecem oprimir como um milhão de rãs coaxando?

As coisas serão muito mais bonitas quando a manhã chegar, e se você olhar mais de perto, você se espantará com a tempestade feita em um copo d'água



Autor:Sergio Barros
 

Competência e Humildade:

No dia 14 de março de 2004, um fato ocorrido em Recife, capital pernambucana, no Hospital da Restauração, o maior pronto-socorro público do Nordeste, se tornou notícia nacional.

A reportagem dizia o seguinte:

“Uma mulher que levou um tiro no coração sai andando do quarto do hospital!” Quem viu a cena ficou imaginando: como é possível alguém escapar vivo de uma situação dessas?

Naquela segunda-feira de carnaval, o cirurgião João Veiga só deveria dar plantão às 4h da madrugada. Mas ele teve insônia e resolveu ir mais cedo para o trabalho. Era pra chegar na unidade de trauma às 4h da manhã. Voltei à meia-noite, contou João.

Uma hora depois, a turista israelense Moran Bomflek deu entrada na emergência baleada no coração, em estado gravíssimo.

Ela não respirava, o coração não batia, a pupila estava dilatada, quer dizer, o cérebro estava sofrendo. Então é morte aparente. Não tinha nenhum reflexo, lembrou o cirurgião.

Um plantonista menos experiente poderia ter dado o caso como perdido. Mas João Veiga, 17 anos de profissão, agiu rápido: abriu o peito de Moran e tentou um procedimento arriscado. Massageou o coração da paciente com as próprias mãos.

Eu só fiz puxar um pouquinho o coração para expor melhor a lesão e fiz dois pontos. Costurei a parte atingida e o coração ficou sem bater. Foi aí que eu comecei o procedimento de massagem cardíaca, ou seja, segurar o coração e ficar fazendo um movimento em torno de dois a quatro minutos, relatou o médico.

A vida da paciente dependia de uma transfusão de sangue, urgente. O tipo de sangue necessário já estava disponível.

Eu tinha pedido, há 20 minutos, sangue para outra paciente que estava estável mas precisava de sangue e quando este sangue chegou para a outra paciente eu usei pra ela. O sangue “o” negativo, que foi fundamental, contou Dr. João.

* * *

Importante lembrar que o médico, que deveria chegar ao hospital somente às 4h da madrugada, teve insônia e resolveu ir logo para o trabalho.

Somente um profissional que ama o que faz é capaz de tomar uma decisão dessas.

Ele poderia ter ficado em casa descansando, assistindo televisão, ouvindo música, fazendo algo para passar o tempo...

Mas ele preferiu ir para o hospital. Diga-se, um hospital público.

Não é de admirar que um homem com tamanha competência e humildade, tenha tanto amparo do alto em suas tarefas.

Por causa da sua extremada dedicação, ele havia solicitado sangue para outra paciente, e isso o ajudou a salvar uma vida.

Sem dúvida, podemos afirmar que não houve sorte nem coincidências. Houve competência e dedicação, aliadas á providência divina.

Acostumado a lidar com casos graves, João Veiga não quer ser tratado como herói.

Mais uma prova de que ele é realmente um grande homem, um profissional competente e um coração generoso.

Ao final da reportagem, João Veiga diz, com simplicidade e sincera humildade: "eu gosto de fazer exatamente isso, foi para isso que eu treinei.”

Somente pessoas verdadeiramente abnegadas conseguem fazer coisas grandiosas com a naturalidade de quem resolve pequenas questões.

Um fato que nos leva a crer que este mundo tem jeito. Que existem profissionais que desempenham suas tarefas com competência e dedicação.

E, acima de tudo, que Deus atende seus filhos através dos seus filhos. Sejam eles médicos, cientistas, agricultores, ou simplesmente um homem bom.

Pensemos nisso! 


Autor: Momento Espírita.